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Centro Cultural SESI Itaquera transforma seus espaços em território para a arte contemporânea

Com trabalhos de AVAF, Karine Guerra, SOW84, Leiga e Muito Prazer, Negritoo e Chivitz, programação gratuita ocupa galeria, muros, palco e pistas de skate e aproxima o público de diferentes linguagens das artes visuais

Por: SESI-SP
16/10/2026 15h19 - atualizado às 15h23 em 16/10/2026

Entre cores, formas, personagens e narrativas que atravessam o cotidiano da metrópole, o Centro Cultural SESI Itaquera convida o público a descobrir a arte para além das paredes de uma sala expositiva. Seis trabalhos de artes visuais ocupam diferentes espaços do complexo, fazendo de muros, pistas de skate, áreas de circulação, palco e galeria suportes para experiências que dialogam com a cultura urbana, a diversidade brasileira, o esporte e a identidade da Zona Leste de São Paulo. 

As ocupações apresentam trabalhos de Karine Guerra, SOW84, Leiga e Muito Prazer, Negritoo e Chivitz, além da instalação do assume vivid astro focus (AVAF). Em comum, as propostas ampliam a presença da arte no cotidiano do visitante e estabelecem relações com os espaços onde estão inseridas. A programação contempla desde a produção associada ao graffiti e ao muralismo até uma instalação imersiva marcada pela experimentação cromática. 

 

Arte que nasce e dialoga com a Zona Leste

Em Confluências, a artista visual e muralista Karine Guerra, nascida e criada na Zona Leste de São Paulo, aproxima cultura e esporte como manifestações de criação, aprendizado e transformação. Elementos gráficos em grande escala dão corpo a uma composição que busca impacto visual e dialoga diretamente com o espaço, tendo o dinamismo e a convivência como eixos poéticos. A intervenção está instalada no Palco Intervenção e pode ser visitada até 2 de maio de 2027.

A relação com o território também está no centro de Cotidiano Prismático, de SOW84. Instalado no muro externo do lado da Fatec, o trabalho parte do amanhecer na Zona Leste para construir uma paisagem inspirada nas tonalidades que atravessam o céu e modificam a percepção do cotidiano. Sobre um fundo iridescente, figuras aparecem como silhuetas em situações corriqueiras: caminhar, pedalar, correr, encontrar pessoas, ir ao trabalho ou desfrutar momentos de lazer. O artista, que também nasceu e foi criado na Zona Leste, reúne em sua produção referências dos quadrinhos, da cultura pop, do hip-hop e da arte urbana. A obra permanece no espaço até 1º de agosto de 2027.

 

 

Natureza, cor e movimento tomam os muros

Do outro lado do complexo, o muro externo voltado para a praça recebe Fluxo Orgânico, criação conjunta de Leiga e Muito Prazer. A intervenção aposta na abstração e toma a natureza como ponto de partida para construir uma composição marcada por formas sinuosas, texturas, cores intensas e sensação de movimento contínuo. Concebido para dialogar com a paisagem urbana e com a arquitetura ao redor, o mural busca se estabelecer como uma presença visual marcante do Centro Cultural SESI Itaquera. A ocupação segue até 1º de agosto de 2027.

Leiga iniciou sua trajetória na pixação e no graffiti e posteriormente ampliou sua atuação para a street art e as artes plásticas, desenvolvendo uma estética que combina elementos concretos e abstratos, formas geométricas e letras associadas ao graffiti. Muito Prazer, nome artístico de Ricardo AKN, começou seus primeiros traços urbanos em 1997, no eixo Jardim Ângela e Capão Redondo, e desenvolve uma pesquisa que transita entre o surrealismo e o psicodelismo, com saturação cromática e tridimensionalidade.

 

Identidade brasileira em paisagem contínua

Nos muros internos, Territórios Vivos, de Negritoo, constrói uma narrativa visual que conecta paisagens naturais, retratos, cenas cotidianas e elementos da flora brasileira. A presença humana se mistura à natureza para formar uma paisagem simbólica relacionada à diversidade cultural e territorial do país, convidando o visitante a percorrer os painéis e encontrar diferentes fragmentos da identidade brasileira. A obra fica disponível até 30 de maio de 2027.

Com trajetória iniciada na arte urbana em 2016, Negritoo desenvolve trabalhos que transitam entre o espaço público e a arte contemporânea. Negritude, ancestralidade afro-brasileira, feminilidade, memória e território aparecem entre os temas de sua produção, articulados por uma linguagem simbólica e vibrante.

 

Quando a pista de skate também vira suporte artístico

A aproximação entre artes visuais e cultura urbana ganha outro contorno em Pelas Pistas, de Chivitz. Instalada nas pistas de skate, a obra parte do entendimento do skate não apenas como modalidade esportiva, mas como uma cultura que se relaciona com o graffiti, a fotografia, o vídeo, a música, a tatuagem e a moda. Diferentes personagens e elementos desses universos compõem a intervenção, que aborda ainda ideias de originalidade, resiliência, estilo e pertencimento. A ocupação pode ser vista até 2 de maio de 2027.

Chivitz desenvolve desde a década de 1990 uma produção ligada à arte urbana, ao skate e ao hip-hop. Com personagens autorais e cores vibrantes, sua trajetória inclui murais, exposições e projetos culturais no Brasil e no exterior. O artista foi um dos fundadores do Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo e representou a cultura urbana paulista na Exposição Universal de Dubai, em 2021.

 

 

Uma experiência imersiva na galeria

Dentro do Espaço Galeria, a intensidade cromática assume outra escala em House of AVAF, instalação inédita do assume vivid astro focus (AVAF), com curadoria de Lia Vissotto. A obra é inspirada no jogo House of Cards, concebido originalmente por Charles e Ray Eames em 1952, e é formada por faces ilustradas que remetem a uma retrospectiva visual de mais de duas décadas de produção do artista. A exposição permanece em cartaz até 14 de fevereiro de 2027.

Conhecido pela utilização intensa da cor e por trabalhos sensorialmente carregados, AVAF transita entre instalação, pintura, desenho, vídeo, escultura, néon e papel de parede. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu ou apresentou obras em instituições como Bienal de São Paulo, MASP, MoMA, New Museum, Museum of Contemporary Art Chicago e Museum of Contemporary Art Tokyo, entre outras.

Juntas, as seis propostas oferecem ao visitante diferentes caminhos para entrar em contato com a produção artística contemporânea. Mais do que reunir obras em um mesmo endereço, elas fazem com que a experiência artística acompanhe o deslocamento pelo próprio Centro Cultural SESI Itaquera. Do muro à pista de skate, da galeria ao palco, a arte deixa de ocupar um único espaço e passa a integrar a paisagem e a experiência cotidiana do público. Programação do Centro Cultural SESI Itaquera.

 


Artes Visuais | Centro Cultural SESI Itaquera

Endereço: Av. Miguel Ignácio Curi, 2438, Vila Carmosina, Itaquera, São Paulo – SP.
Entrada gratuita. Classificação livre.

 

  • Confluências, de Karine Guerra

    Até 2 de maio de 2027 | Palco Intervenção

  • House of AVAF, de AVAF, com curadoria de Lia Vissotto

    Até 14 de fevereiro de 2027 | Espaço Galeria

  • Cotidiano Prismático, de SOW84

    Até 1º de agosto de 2027 | Muro externo, lado Fatec

  • Fluxo Orgânico, de Leiga e Muito Prazer

    Até 1º de agosto de 2027 | Muro externo, lado Praça

  • Territórios Vivos, de Negritoo

    Até 30 de maio de 2027 | Muros internos

  • Pelas Pistas, de Chivitz

    Até 2 de maio de 2027 | Pistas de skate